A filosofia é o estudo sistemático de perguntas, cujas respostas não podem ser determinadas simplesmente pela recolha de dados da observação do mundo e construindo hipóteses sobre esses dados. «O que é que dá na TV?» não é uma pergunta filosófica, porque em última análise tem de ser respondida através da observação. «Qual é a natureza do conhecimento?», pelo contrário, é filosófica. Sem experiências não podemos responder-lhe, mas a sua resposta não repousa na observação. As questões filosóficas podem não ter respostas determinadas Há uma verdade nelas. Mas as razões teóricas, em vez das empíricas, são os meios para se chegar à verdade. O meu interesse particular vai para a filosofia moral, o campo da Filosofia que põe questões sobre como devemos viver as nossas vidas, e o que constitui a bondade. Trata de grandes questões como «O que é que torna florescente uma vida humana?»; «O valor moral das acções reside nas suas consequências ou nos motivos por detrás delas?»; «Serão o estado das coisas ou o carácter das pessoas os supremos portadores de valor?»; e também questões muito mais específicas como «Será o aborto moralmente errado?» ou «Será alguma vez legítimo mentir?»
Estas perguntas não podem ser simplesmente respondidas reunindo provas empíricas ou científicas. Então, como tentamos nós encontrar as respostas para elas? A Filosofia rejeita apelos à autoridade Os bons filósofos nunca fornecem nada como «Como argumenta o grande pensador Artur "Duas Cabanas" Jackson...» para apoiar as suas alegações […]. Por isso não podem recorrer à Bíblia Sagrada, aos Dez Mandamentos ou às frases de Spike Miligan, por mais profundas que sejam.